Dólar caro torna serviços em real mais atrativos

Rodrigo Dessaune, diretor da ISH, empresa especializada em cibersegurança, infraestrutura tecnológica e computação em nuvem viu sua demanda por serviços de segurança virtual crescer fortemente.

“Muitos clientes tiveram incidentes de cibersegurança, da pequena loja à líderes nacionais, o que triplicou a demanda pelo serviço. Cresceu também a procura por projetos de data centers com duração dois a três anos com cotação em real, não em dólar”.

Para Dessaune, a apreciação da moeda americana pode ser positiva para o setor de T.I. brasileiro à medida que o torna mais competitivo: “Vamos competir na América Latina com produtos americanos, que ficaram mais caros em todo o mundo”.

Marlon de Paula, diretor da alianças da Liveconsult, enxerga que o dólar apreciado vem reduzindo demanda por serviços de nuvem como Google Drive e AWS (Amazon), o que cria mais demanda pelo produto nacional. Ele avalia também que empresas de tecnologia estão se solidarizando e utilizando capacidade operacional para apoiar a sociedade em meio à crise econômica e sanitária.

Luciano Barcelos, da Nexa, empresa especializada em soluções corporativas de T.I., tem uma visão similar com relação ao dólar: “Ficamos mais atrativos que serviços dolarizados, mas não perdemos na qualidade. A tecnologia brasileira é muito boa”.

Barcelos reportou um aumento em serviços de internet das coisas (IoT) e revela que o mercado de tecnologia será cada vez mais requisitado para empresas buscando maior eficiência e competitividade. Para ele, aumentar custos com espaço físico não vai fazer parte do “novo normal”.

Fonte: folhavitoria.com.br/economia/mundo-business/2020/05/20

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