Fornecedores desprotegidos? Sua empresa está em risco; entenda o ataque à cadeia de suprimentos

À medida que as empresas estão cada vez mais expostas aos riscos de ataques cibernéticos contra suas cadeias de suprimentos ou conhecido como supply chain, mais do nunca se tornou importante tomar medidas de proteção.

Uma vez que seus fornecedores tenham ações de segurança mais limitadas em vigor, elas se tornam alvo fácil de cibercriminosos para acessar suas redes e promover ataques que podem comprometer toda a cadeia de abastecimento.

Os ataques cibernéticos contra a cadeia de suprimentos representam um risco grave para as empresas de todos os tamanhos e segmentos, pois podem levar à perda de dados sensíveis, roubo de produtos ou até mesmo à interrupção do fluxo de suprimentos.

Na prática, gerenciar a cadeia de suprimentos vai além de manter em bom funcionamento os processos de compra, transporte, estocagem e venda. É preciso estar atento aos riscos cibernéticos em todos os elos da cadeia, desde o fornecedor até o consumidor final que investiu tempo e dinheiro na aquisição de um produto ou serviço e que busca uma satisfação imediata.

O objetivo do nosso artigo é mostrar que existem medidas que as empresas podem tomar para se proteger de ataques cibernéticos, pois uma boa parte ainda sofrem com o desafio de proteger a sua supply chain. Algumas práticas recomendadas incluem a implementação de medidas de controle de acesso fortes, criptografia de dados e backup regular de dados. No entanto, essas medidas não são infalíveis e as empresas devem estar preparadas para responder a ataques, caso ocorram.

Quais são os riscos de ataques cibernéticos contra a cadeia de suprimentos

A escassez global de chips provocados pela crise global de Covid-19, utilizados principalmente  em computadores, automóveis e dispositivos móveis, não é o único aspecto que afeta as cadeias de suprimentos em todo o mundo atualmente. Uma nova pesquisa do NCC Group ilustra que o número de ataques cibernéticos aumentou mais da metade (51%) durante o período de julho a dezembro de 2021.

O estudo, que entrevistou 1.400 tomadores de decisão de segurança cibernética, mostrou que 36% dos entrevistados disseram ser mais responsáveis ​​por prevenir, detectar e resolver ataques à cadeia de suprimentos do que seus fornecedores. Pouco mais da metade (53%) disseram que sua empresa e seus fornecedores são igualmente responsáveis ​​pela segurança das cadeias de suprimentos.

Com o número de interrupções na cadeia de suprimentos crescendo, muitos dos entrevistados reconhecem que isso é um problema no futuro próximo. O risco de terceiros e fornecedores foi listado pelos pesquisados ​​como um grande desafio nos próximos seis a 12 meses.

Consequências de uma ataque

Os riscos de ataques cibernéticos contra supply chain são numerosos e podem ter consequências catastróficas. Uma violação na segurança vai além do roubo de dados confidenciais e à interrupção de operações críticas do negócio, um ciberataque bem-sucedido pode até mesmo levar a danos físicos à infraestrutura.

Um dos exemplos mais emblemáticos de um ataque cibernético na cadeia de suprimentos ocorreu no final de 2020 a uma das principais empresas em desenvolvimento de software para gerenciamento de redes e sistemas dos EUA.

O ataque impactou cerca de 18.000 clientes em um incidente de segurança que ocorreu durante nove meses ao longo de 2020, antes que fosse detectado. Entre as empresas impactadas estavam gigantes de tecnologia, órgãos do governo dos EUA, entre outras organizações de destaque global.

Mas o risco de ataques permanece e novos casos têm sido apresentados pela imprensa nos últimos meses, mostrando que diferentes tipos de empresas podem ser alvo dos cibercriminosos, incluindo segmentos como e-commerce e provedores de serviços de software.

Exemplo da fabricante japonesa de automóveis que suspendeu a produção em 14 fábricas no Japão por pelo menos um dia em resposta a uma “falha no sistema” em um dos seus fornecedores de componentes.

Em um breve comunicado divulgado em 28 de fevereiro, a fabricante confirmou o desligamento temporário, o que levou, de acordo com especialistas da indústria automobilística, a uma queda de 5% de sua produção mensal ou a perda de cerca de 13.000 unidades.

Outro ataque de grande impacto, recentemente divulgado, ocorreu com uma operadora logística com sede em Seattle, Washington. A interrupção de seus sistemas globais, como resultado de um ataque cibernético, fez com que a maioria de seus sistemas operacionais fossem desligados, prejudicando operações inclusive no Brasil.

Como proteger a sua empresa?

Existem vários tipos diferentes de ataques que podem atingir a cadeia de suprimentos. Os mais comuns incluem:

  • Ataques de malware

Esses ataques envolvem a infecção de software ou dispositivos com malware que pode permitir que invasores obtenham acesso a dados ou sistemas confidenciais.

  • Ataques de phishing

Os invasores usam e-mails de phishing ou outros métodos para induzir os indivíduos a revelar informações confidenciais ou baixar malware.

  • Ataques man-in-the-middle

Nesses ataques, os invasores se inserem nas comunicações entre duas partes para espionar ou interceptar dados.

  • Ataques de negação de serviço

Esses ataques sobrecarregam os sistemas com tráfego ou solicitações, tornando-os indisponíveis para usuários legítimos.

Na prática, existem várias etapas que as empresas podem tomar para se proteger contra ataques à cadeia de suprimentos, incluindo:

1. Implementação de fortes medidas de segurança com apoio de parceiros confiáveis: as empresas devem garantir que suas próprias medidas de segurança sejam adequadas para dificultar para os invasores comprometerem seus sistemas. Ações como a criptografia de dados confidenciais, a implementação de controles de acesso e o gerenciamento de vulnerabilidades podem ajudar a impedir que os atacantes tenham acesso indevido aos sistemas.

2. Realização de verificações de antecedentes de fornecedores: as organizações devem examinar seus fornecedores cuidadosamente para evitar fazer negócios com aqueles que podem ser mais vulneráveis ​​a ataques. Auditorias  regulares de segurança podem ajudar as empresas a identificar problemas e garantir que os fornecedores estejam cumprindo com as melhores práticas.

3. Manter os sistemas atualizados: as organizações devem atualizar regularmente seus softwares e dispositivos para corrigir quaisquer vulnerabilidades de segurança que possam ser exploradas por invasores.

4. Conscientização de funcionários para fortalecer a segurança: os funcionários devem ser treinados sobre como identificar e-mails de phishing e outros sinais de ataque. Eles também devem saber o que fazer se julgarem que foram alvos. A comunicação e a conscientização sobre riscos e condutas corretas no ambiente digital, devem permear as estratégias organizacionais de todas as companhias, independentemente do tamanho ou do segmento de atuação.

Existem medidas que as empresas podem tomar para se proteger, mas a maioria não está fazendo o suficiente. Se você deseja manter sua empresa protegida contra ataques cibernéticos, certifique-se de estar seguindo as melhores práticas de segurança e proteção de dados.

Conte com a ajuda de empresas parceiros de cibersegurança para garantir que sua empresa está no caminho certo, atestando  que suas ações de segurança estejam adequadas. A parceria com fornecedores confiáveis ​​também é importante para reduzir o risco de ataques à cadeia de suprimentos.

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