Porque não estamos usando o Whatsapp da maneira certa do ponto de vista da segurança

O aplicativo é um dos mais utilizados em crimes virtuais; surto de ataques ligados à COVID-19 exige atenção às mensagens compartilhadas.

Hoje, dois em cada três negócios no país já foram vítimas de ataques cibernéticos. E no período de pandemia, a movimentação criminosa mais do que dobrou, com tentativas de roubos e sequestros virtuais de dados, dinheiro e informação sigilosa. O tema “COVID-19” presente em quase todos os casos, sendo usado como isca.

Segundo Allan Costa, diretor de inovação da ISH Tecnologia, empresa do setor de segurança da informação, o segundo trimestre nem terminou e os ataques já aumentaram 240% em relação aos três primeiros meses de 2020. A maioria dos ataques relacionada ao tema “COVID-19”.

E muitos desses ataques chegam por meio de um dos aplicativos em que os brasileiros mais confiam: o WhatsApp. “Pelo menos 23% dos ataques cibernéticos significativos vieram por software. E na maioria das vezes, o software escolhido pelos criminosos é o Whatsapp”, afirma Allan.

O WhatsApp está presente em 99% dos smartphones do país. “O brasileiro confia no WhatsApp. O que chega por mensagem, as pessoas tendem a acreditar que é legítimo”, explica o diretor de inovação da ISH.

Durante a pandemia, o WhatsApp se tornou fonte de informação. “As pessoas compartilharam links de notícias, muitas vezes sem saber que o que estavam enviando para conhecidos era uma porta de entrada para um hacker”, conta Allan.

A estimativa é que só em março, mais de 6 milhões de brasileiros tenham sido vítimas de golpes de hackers.

Sobre a ISH

A ISH Tecnologia, fundada em 1996, é uma empresa líder nos segmentos de cibersegurança, infraestrutura crítica e nuvens blindadas. Ocupa a 33ª posição no ranking das 200 principais provedoras de serviços de segurança gerenciados do mundo, publicado pela MSSP Alert. Com mais de 300 profissionais especializados, tem entre seus clientes algumas das maiores empresas do Brasil, incluindo bancos, fintechs, instituições financeiras, varejistas, atacadistas, empresas da área de saúde e órgãos públicos. A matriz fica em Vitória (ES), e a empresa mantém filiais em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Goiânia.

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